domingo, 20 de janeiro de 2013

O uso criativo de tecnologias na educação – o que o processo artesanal (e amador) tem a ver com isso?



 

Sabemos que o uso das tecnologias na educação pressupõe uma produção científica, artística, investigativa.  Não importa aqui, se essa tecnologia é um hardware ou um software, só sabemos que seu direcionamento tem como base – ou deveria ter ao menos – uma atitude criadora. As tecnologias são frutos do conhecimento humano, construído historicamente.
Ironicamente, é da mesma atitude criadora no ensino-aprendizagem, que nasce o processo artesanal, feito a mão, fora dos moldes industriais, carregados de sentidos culturais próprios, livres da competição do consumismo, do ser consumido, de nascer para o mercado.
É nesse sentido que trazemos o artesanal aqui: como algo especial, único – sendo coletivo ou pessoal – embriagado de uma essência simbólica, expressa na forma, na técnica, nos recursos utilizados etc.
No processo criativo de dinâmicas com tecnologias na educação o fazer artesanal tem destaque. Seja na criação de um cenário, de personagens, de figurinos, de maquiagem, utensílios etc.
Interagem todo o tempo as máquinas e seus dispositivos, os softwares e seus aplicativos com o mundo artístico, imaginário,  cheios de identidades que mesclam-se num só processo de criação, de forma que torna-se um estilo próprio do amadorismo.
E, amadorismo aqui, não contrapõe o profissional, mas está de acordo com ato de criar, produzir, simplesmente por  amar – como nos lembrou o amigo Ricardo Graça, autor do livro de Animação e Softwares Livres.
Por isso, a produção artesanal por si só é carregada de afetividade. Não impõe a sua linguagem ao processo tecnológico, mas dialoga e complementa uma forma de criação que tem como eixo, a experimentação.
Experimentar, dialogar, colaborar e humanizar as tecnologias é um papel atribuído as manifestações artísticas contemporâneas.  Entretanto, cabe  uma reflexão:  quais os critérios definidos para dizer se um artefato artístico ou tecnológico é ou não humano?
 Talvez o seu direcionamento e a compreensão de que as novas idéias não anulam as antigas...só as complementam, por mais divergentes que sejam.

 

Concluindo – por enquanto - , está intrínseco os processos artesanais no uso criativo das tecnologias  na educação. Ou não! =) o que você acha?

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